Ao redor. (tempo e espaço lá e aqui).
Simples e direto: Muitas pessoas já passaram pela minha vida, muitas das quais sinto falta, outras
que eu não sinto nem um pouco. Vários motivos levam a nos distanciarmos de alguém, um término de namoro, uma briga entre amigos, morte, viagens, mudanças. Já perdi pessoas pro tempo também, algumas ficando apenas na memória, mesmo estando em situação melhor do que a minha, porém, se fosse só o tempo que já levou embora na minha vida eu ficaria muito feliz, mas não.
Muitas coisas doloridas já aconteceram comigo, em várias delas o grande culpado sou eu (ou meu corpo, ou minha mente), nas mais doloridas não.
O intuito, após esta apresentação é tentar explicar a ocorrência de alguns fatos na minha vida, portanto, não há nada artístico aqui, apenas um desabafo pra eu mesmo tentar compreender a situação que eu me encontro.
Já falei que perdi pessoas por vários motivos distintos e é aí onde quero chegar. veja bem:
Quanta dor me foi trazida por separações abruptas e paixões que simplesmente foram mortas. Eu me lembro bem (e nunca irei esquecer) de como eu era no final da adolescência e bem no começo da vida adulta e quanto tudo isso mudou. Pessoas apontavam o dedo na minha face, hoje não mais, o tipo de alegria que construí é duradouro e graças aos meus esforços, mas gostaria que soubessem que sou a mesma pessoa, assustada, com preocupações demais e agora incluindo um diagnóstico bipolaridade.
Pessoal, eu terminei de crescer, tenho um filho, uma mulher, sustento uma casa e pago meu carro, aos tropeços às vezes ("mais pra mais do que pra menos"), mas tenho 26, sou formado, trabalho quarenta horas por semana e ainda brigo com minha cabeça e várias coisas que você só encontra no DSM.
Eu ainda tenho medo de suas palavras, tenho medo de passar mal, tenho medo do meu futuro, tenho medo dos seus atos, porém sempre soube que estava certo. E hoje eu tenho uma certeza infinita de que o que eu fiz, e eu fiz mais que vocês que me criticaram, me perdoe a força da palavra, e enquanto tiveram filhos com 25, 26, e estudaram, eu fiz a moda antiga, sendo, às tuas palavras, doente mental e pobre, não do tipo que passa fome, mas do tipo arroz, feijão e ovo por metade do mês. Até mesmo desisti dessa indústria de empregos nojenta, peguei eletrônicos do ferro velho pra terminar de pagar a faculdade (e aprendi um básico de eletrônica no processo).
E suas palavras sempre vieram. Errados? não, afinal sou doente mental, e essa vai ser a maior cicatriz que vou levar até a morte, pois não há cura, mas enquanto eu estou mudando e apreciando as mudanças e me conhecendo, suas palavras fazem-te mais sujos.
Eu sou bem sucedido, independentemente do dinheiro que ganho, mas sou bem sucedido por que trabalho com o que sempre sonhei e tenho o apoio que tanto procurei enquanto vocês me diziam aquelas palavras.
Eu estava certo, e hoje sei que sempre fui melhor que vocês.