quarta-feira, 26 de agosto de 2015



Eu queria parar de reclamar
Reclamar sensações, sentimentos, emoções, dores, prazeres.
Ignorante do caralho, não consigo ver outra saída
Se eu expressasse todas as dores, será que você iria aguentar ficar de pé?
Eu nunca desistiria de você, não é do meu feitio
Não é do meu tipo simplesmente desligar a tomada.
(mesmo que eu já tenha feito isso antes).

Nenhuma novidade trará o frescor da brisa de outono o horizonte
Nenhuma novidade trará o pôr do sol rosado, com aquelas nuvens que dizem que tudo é passageiro
Até a vida.
A dualidade, vida e morte, alí expressa na tua cara.

Eu sei que o mundo só existe por que estou aqui, por causa da minha concepção
Ao não existir, pelo menos aqui, o mundo não existe, desiste de me chatear.
Mas mesmo assim, ficará aqui, pra sempre, pra depois, pra todo mundo (menos eu)
Aí a carne podre deve putrificar de vez.
Meu corpo, pureza diabólica volta pra terra
Pra ser consumido por todos os seres que eu mais tenho nojo.

Um dia me disseram que eu estava no caminho certo, apenas escrevendo em linhas tortas
Quem sabe um dia tudo melhora? Tudo se acerta.

 Espero pelo amanhã da mesma forma que você, conto os dias, a morte se aproxima
Conto os momentos, as relações, as casualidades da minha vida.
E no final ela vale a pena ser vivida.

Porém
Não há razão em não morrer sem algumas cicatrizes.
Algumas mais profundas, outras superficiais
E há também aquelas que os outros olham e dizem: mas nem tá doendo!
E parece um pedaço de ti que ficou pra trás, em carne viva, aberta, vazando seus fluídos
Vazando suas emoções
Vazando seus desejos 
Vazando um pouco de você aqui e acolá.

Para cada minuto, uma sensação diferente.
A razão de viver é sentir, se emocionar, se irritar.

É amar.


Tempo, tão relativo
Tão longo, tão ontem que já virou hoje
Nunca imaginei que anos perdurariam, idéias morreriam, pessoas nasceriam
E tudo continua da mesma forma como começou a anos atrás
Não há como não regozijar-se a cada manhã que nasce;
Não há como não agradecer a infinidade de escolhas que me trouxeram ao agora.

Tempo, tão relativo, tão rápido e devagar ao mesmo tempo
Tempo, que passa, que anda, que voa, que emperra e cria casos
E mesmo assim fico lisongiado de poder encontrar a alegria no mesmo lugar.

Nada fica diferente, ao mesmo tempo que cabelos brancos vêm, cabelos vão, quilos são ganhos
Cicatrizes
Pintas
Marcas de expressão
Doenças.
E mesmo assim eu desejaria morrer se fosse a única forma de poder dormir com você mais uma vez.
 
Observar, perceber as mudanças e os efeitos que você tem sobre quem ama
Como deveria destruir as coisas mais belas já criadas por outra pessoa
Por causa de apenas meia dúzia de palavras gritadas.
 
E
Mesmo assim...
Todas as maravilhas vem dela
 
Não há compromisso maior que impedir a si mesmo de destruir o amor 
Destruir a casa, a verdade.
Homem tolo, sempre tolo, sempre destruidor.
Esmagador de flores, de sonhos
Deveria morrer sozinho, mas como pode dar tanta sorte de encontrar um ser tão amável?
 
 

 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015


Sintetizar emoções
Pesares
Maravilhas.

Criar, expandir, conceitualizar
Nada mais sobra
Nada mais se cria

Adoraria que simplesmente fluísse, que fosse apenas meu
Mas meu, meu, não é
É de todos nós, está em todo lugar
São luzes que acendem
Estrelas que brilham
Vidas
A TUA E A MINHA.

Sentido, onde está?
Está em quem procura
A razão de viver é sentir, amar.

A razão de viver e de por que estamos aqui é simplesmente a tua escolha
Acredite se quiser, faça como quiserdes
Não há outra razão a não ser querer de verdade, com todo o coração
Sentir o querer e executar
Executar com paixão
Executar com emoção.

Famílias existem aos montes
Todos viemos de uma, querendo ou não
Despeçadas, intocadas, puras, impuras e ignoradas
Todas, uma unidade, uma por si, uma unidade também.

Independentemente da ignorância de seus membros
Devemos lembrar da nossa unidade
Da nossa alegria.
Da nossa razão.

Até amanhã, que a luz te proteja, te ilumine, te dê escolhas e o chão molhado (ou seco) lhe traga novas esperanças.

Eu te amo, independentemente de quem seja, obrigado.

Introspecção
São tantos medos
Tantas dúvidas
Incertezas
Alegrias
Dores
Paixões
Destinos
Amores
Verdades
Mentiras
Sensações
Prazeres
decisões
Direções
Erros
Acertos
Maravilhas
Derrotas
Vantagens
Ganhos
Perdas
Irmãos
Amigos
Conhecidos
Parentes
Jogos
Tristezas
Melancolias
Vidas.

Todos os pensamentos fluem num momento só
Nada é real
Apenas o etéreo emocional
Intócavel
Inexistente que direciona e cria todos os seus atos.
Todas as peças se encaixam, todas as pessoas vivem
Até mesmo a dor e a consequência de viver soam doces
Até mesmo deixar de existir é uma opção
E todas as lágrimas fariam sentido
Todas as dores e paixões que se foram
Tornariam-se em cinzas e pó.

Realmente o mundo ainda rodaria
Pessoas nasceriam
Morreriam
E teriam filhos
E as luzes da cidade mais uma vez acenderiam
E os acordes daquela música iriam tocar em algum lugar
Onde eu estaria.

(como eu gostaria que alguém conseguisse sentir apenas um pedaço do que sinto, dessa conexão que tenho com o mundo e os pecados de todos).


Hoje, nesse momento, eu sou Deus, onipresente e onisciente.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015


Nenhum homem deveria enterrar o próprio filho
E ai daquele que machucar o filho do homem.
Se medo cria dor
Medo cria dor alheira
Dor sincera e necessária.

Apodreçam no inferno, matadores de filhos de homens
Adoraria me banquetear de sua carne e beber seu sangue
Purificar seus pecados
Obliterar sua existência
Denegrir sua imagem (mais ainda)
E apagar sua existência.

Que vida você dá a alguém que perde a jóia mais preciosa por ímpeto e ignorância humana?
Sangue por sangue
Dente por dente
Pureza por atrocidade
Medo por pavor.



Eu não me importo de morrer
Desejei isso todas as vezes possíveis e algumas mais
Se alguém conseguisse imaginar as imagens de putrefação que percorrem minha mente
Todos podem morrer
Menos você.

Você é sou eu 
Pedaço de mim, pureza irrefutável
Alegria e tristeza, dor, rancor, medo
Felicidade enlatada para se abrir num por do sol.
Pedaço de vida, você é sou eu.

Não há escolha, não há voltar atrás
Nada pode mudar, então não me invente de me abandonar
Você é a pior droga que já experimentei
Mais viciante, impossível de parar
E não me importo com o amanhã, quando não ver mais sorrisos joviais mas sim uma expressão
Triste, de perda, de coração partido.
De inocência perdida, de tempos que não voltam mais.

Você é sou eu
Mas dessa vez eu vou me construir 
Me fazer de luz
De sorrisos
E não de receios e medo.



Eu tenho preconceito
Pré conceito
E medo.
Eu não sei quem é o cara do lado
Preto
Branco
Amarelo
Pardo
Eu tenho medo.
Eu tenho preconceito
E tenho medo
E tenho medo e preconceito
E pré conceito e medo
E medo e pré conceito.
Tenho medo da raça, religião, status social
COM QUEM VOCÊ ACHA QUE ESTÁ FALANDO?
Grita a voz com que falo
É um porra nenhuma
Humano, carne, osso, constrói e destrói
E é por isso
Que tenho
Preconceito
Pré conceito
E medo.
Não necessariamente nessa ordem
Mas tudo junto e misturado
Causando caos, e criando a partir dele.
Evangélico
Católico
Macumbeiro
Rastafari
Eu tenho medo
Medo das opiniões, das idéias, do mau que pode me causar.
Pobre
Rico
Zé ninguém ou influente
Pagador de impostos ou apenas traficante
A sociedade é tua, não minha
Sou fruto da doença
Do nada, da sarjeta, por que nem no esgoto me deixaram ficar
Tudo parece verde gosma, onde todo mundo luta por um pouco do vômito de deus pra saciar 
seus canceres pessoais.
Todo mundo é melhor do que eu, do que minha família
Todos tem mais direitos, mais escolhas, mais sucesso
Eu tenho um palácio, de alguns metros quadrados
Farei de tudo pra protegê-lo
De qualquer ideologia diferente da minha
Que me force a sair do conforto
Que me force a sair e desbravar o mundo
A favor das pequenas alegrias que eu encontro estampadas nos rostos familiares da minha vida.


domingo, 16 de agosto de 2015



Eu não gosto de policia
Queria todos mortos
Eu não gosto de bandido
Queria todos mortos
Eu não gosto de político
Queria todos mortos
Eu tenho medo
Eu tenho receio
Por isso todos deveriam morrer
Quem deveria proteger, mata, rouba, extorque
Eu tenho medo
Tenho medo do cara do lado, no carro ao lado
Tenho medo do motoqueiro
Tenho medo da sua reação, da minha
Eu não sei controlar meus impulsos, posso ser um monstro
E você, se fizer jus a tua causa, também
Eu não dou a mínima, eu já desisti
Sou o pai que abandona o filho
O filho que abandona a mãe
Carrega consigo apenas cicatrizes da turbulência gerada pelos irmãos
Eu tenho medo do cidadão pagador de impostos, ele fala demais e age pouco
Eu tenho medo do empresário mesquinho, que dorme todo dia com uma mulher diferente
Que num mês ganha mais do que eu num ano e  me suga todas as as forças
Eu tenho receio, receio dos médicos e suas opiniões
Eu tenho medo dos favelados, não sei quem é bandido ou gente boa
Tenho medo dos religiosos fanáticos, pois minha religião é de raíz africana, da terra
Eu tenho medo dos acidentes, tenho medo de alguém carregar césio pra dentro da minha casa pensando que é algo místico
Eu tenho medo da burrice alheia
Eu tenho medo dos brancos do sul
Eu tenho medo dos madeireiros do norte
Eu tenho meu do povo do centro e sudeste e suas vidas malucas
Eu tenho medo da seca do nordeste
Eu vejo a beleza, mas sob a matiz do medo
Tudo é medo e receio
Eu tenho medo dos manifestantes, eles querem tantas coisas, gritam, mas o que fazem afinal?
Eu só queria não ter medo
Pagar meus impostos, que fossem justos, trabalhar todo dia pra construir algo pra todos
Não pro idiota de bmw achando que é melhor que eu só por que o pai pagou os estudos
Mas sim para que todos nós fossemos os idiotas de bmw.