domingo, 27 de dezembro de 2009

De toda a razão
Bem, encontro-me superior
Encontro-me menos infantil
Cresci
Não o suficiente pra todos
Porém tudo o que eu quis.

Com os pés sujos e descalços
Encontro-me neste lugar
Limpo e claro
Doce e aconchegante
Só me falta limpar os pés
Pois a alma nunca ficou suja.

De todos os sabores e desejos
Sempre me coloquei em primeiro lugar
Meus próprios sabores
Meus próprios desejos
E assim nunca traí a mim mesmo.

Sempre soube o que sentia
Já menti pra mim mesmo
Porém nunca traí aos meus ideais.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pelos becos escuros desse mundo maluco
Encontro sujeira
Encontro podridão
E pessoas podres
Que nem mesmo sabem de sua podridão
Por viverem sempre na mesma imundície todos os dias
E pensam elas: "é a vida, eu vou mudá-la
Aproveitarei aquilo que me oferecerem
Sem dó nem Piedade"
Pelos becos escuros desse mundo maluco
Encontro insensatez
Encontro dores e trevas
Que tentam me abocanhar
Imundície
Pessoas imundas vivem na imundície


Pessoas imundas vivem suas vidas como se não houvesse motivos.
E então passam o dia a reclamar, deitadas sobre suas dores.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Não sinto dor
Não mais
Não choro
Mas me sinto limpo
Livre
Indomável
Lindo
Desejável
Desagradável
E comum.


Deveria eu desistir?
Estranho
Nunca me senti tão forte
Me sinto feito de pedra
Pequenas pedras
Que formam um golem
Um golem criado de sonhos despedaçados
E desejos não realizados
Por toda a vida serei sempre eu
E sendo assim
Procuro conforto
E desse conforto
Quero me aproveitar
E a cada dia
Abraçar um novo nascer do sol.



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Why can't you see that you'll always be my only dream?

I'm a brute ore made of your dreams.
I'm all yours.
I'm a being made of your love.
I'm darkness.
I'm Light.
I'm happiness.

You're all I need.
You're my only hope to be eternal.


Dói
Dói ser apenas eu
Apenas seu desejo
Induficientemente forte pra te enlouquecer
Estou jogado à mercê de mim mesmo
Gostaria que fosse apenas um outr pesadelo
Se soubesse o quanto dói
Te amo
Com todas as minhas forças
Não percebe?
Adoraria ser menos errado

sábado, 3 de outubro de 2009

Por que tantas pessoas vão embora de nossas vidas?
Por que elas desistem de existir pra gente?
O que muda em seus corações?
Quantas diferenças regram e ditam uma amizade?
São sempre perguntas que vagam por nossas cabeças
Seria ótimo se pudéssemos entender a todos...
Às vezes vejo você pensando no futuro
E desejo toda uma vida
Assim, dessa forma, adoraria lhe dizer:
À todas as tuas cicatrizes, um novo sorriso

Adoraria passar o dia inteiro discutindo contigo
Porém sinto-me com vergonha por ser tão infantil e ingênuo
Prefiro apenas lhe observar e ouvir teus sentimentos
Adoraria te passar meu ponto de vista
Mas é diferente dos que você já conhece

Poderia apenas sorrir?

Apenas por um momento...

E chorar todas as mágoas?

Não é sobreviver...
Quanto mais o tempo passa, menos razão pra ficar aqui encontramos
Não que seja algo doloroso
Mas que seja incômodo

Até onde vai o direito de alguém viver?
Até onde vai o direito de alguém te magoar?

Encontro-te em todos os meus atos
Em todos os meus sonhos
Em todos os meus desejos
As cicatrizes que você fez em meu coração durarão pra sempre
Desculpe-me se lhe parece infantil ou ingênuo
Porém digo-lhe que é por elas que você está em meu coração

Em todas as conquistas
Desejo estar por detrás de ti
Desejo ouvir a chuva à cair
E abafar um choro com carinho


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sometimes you must shut your mouth
Don't say anything
Just hold your toughts to yourself
Or you can get hurt
Or you can just fall apart
Say, someday will you cry while the rain falls on you?
How many times you'll curse your love?
I wonder if you've walked at night
Just being yourself
Just being mature enough
To know how cold the night could be
Have you ever dreamed about the future?
Look up to the stars
Look up to the dark
As your own heart, it should be easy enough to left all behind
Everything is just getting real, right?
Forgive it all
I just doesn't wanted to you fall from your cloud
Sweet little angel, go back to sleep
And just remember
To shut your mouth

quinta-feira, 18 de junho de 2009

I'm back
Just back
Fuckin' back
With tears in the face
And a heart full of anger
Yeah, you got me bad
Bad as hell
Is it what you want?
Make a wish now
Just your last wish
'Cause you broke all my dreams
'Cause you made me sick
So, do you remember?
Remember how true love is?
And don't take me bad
And don't leave me down
Because all your words are wipping my heart
Wipping a tired heart
So, can you say how true love is?
Can you be more human?
Can I be myself again?
Remember
Not at all
Isn't the last time
Good night.


domingo, 7 de junho de 2009

Irreal
Desinteressante
Completamente demoníaco
E inseguro
Todos crescem confrome sua capacidade
Todos refletem luz de suas almas
Aquelas coisas podrem e nojentas
Feitas de pedaços de sentimentos despedaçados
Feitas de um ânsia de ser nunca resolvida
Luz que se torna suja a cada foda dada
Pois foder pra esquecer os problemas fode a alma
Deixa-a nua e mal comida em cima da cama
Olhando pra um sujeito que mija com um pau podre e doente
Todas as mentiras que disse
E assim
Se faz uma nova família

À puta que pariu com seus sonhos perfeitos.


Corpo humano
Apodrece
Vira pó
Vira comida
Vira terra
Volta pra onde veio
E assim
Agora
Jaz o meu nojo
Nojo meu
A todas as desavenças não resolvidas.
Uma criança não escolhe seus pais
Uma pessoa não escolhe por quem se apaixona
Ninguém escolhe seus próprios defeitos
Mesmo que alguns teimem em não mudá-los
Essas virtudes tão falsas
Esses sonhos baratos
Que se espreitam pelos desejos alheios
Vivem pelo concreto, vivem chorando mágoas passadas
Embora erros são prováveis
Algumas escolhas tendem a serem certas

Medo
Apenas algumas palavras, porém medo
Medo
Apenas um murmúrio
Porém medo

Talvez seus sonhos sejam maiores do que eu
Talvez sejam maiores que suas próprias pernas
Outro alguém não teria coragem
Outro alguém não teria nada

Todas as luzes da cidade refletem essa agonia coletiva nossa
Refletem dores e emoções
Igual àquele cheio de trapos e mal vestido que vemos aos montes
Igual a ele todos somos
Apenas alguns não são lá tão privilegiados

Algumas palavras me acalmariam
Porém ninguém diz-me elas
Vejo tudo se transformando em problemas
Porém ninguém foge, ninguém enfrenta desde já


quarta-feira, 27 de maio de 2009

A new dawn brings you that forgotten hope
Completely forgotten, completely buried by these scars
Scars that hold everybody from entering your heart
Maybe I'm just a crazy one
Or I'm a lovely one
Thanks for all you've said
Made me better
Made me awake from that cold sleep
No more I'll be alone
Maybe someday she'll come and say that phrase...
Until there, I got my heart back to form
Thanks of a reconstructive plastic surgery
Yes, it's still ugly
But now it's a no-time waiting for the one.


Thanks for all girl, You've made my life worth again.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Do meio do nada
De um sentimento do nada
Do nada
Trago minha dor e minha imperfeição ao papel
Quem sabe, descubro o que dói
Aquilo que está encravado em meu coração
Em minhas costas
E me faz carregar este peso
Apenas um ser
Apenas outra morte seria, se desse fim a tudo isso
Porém, não fiz nada, ainda
Porém, não há razão alguma de pular do barco
Não nessa altura do campeonato
Um milhão de pessoas por todas
E esse incômodo corporal já deixa de existir
É minha carne que dói
É minha mente que pede por arrego
Meu coração
Como se não bastasse, ainda mais esta cicatriz
Ainda mais essa dor
Todos os seus conceitos
Onde errei?
Onde errei?
Onde erro?
Prestei atenção a tudo o que me disseram, sou como sempre quiseram
E cá estou eu
Sozinho
Eternamente solitário nesse momento do agora
Esse agora, único e imcompleto por causa de uma única razão
Mais que palavras pra me satisfazer
Mais que apenas outro sonho jogado fora
Talvez toda uma vida que se vai
Talvez aprenda a ser homem como todos os outros
Não há lábios dizendo meu nome com desejo
Não há sequer um coração com minha imagem
Eu não mereço?
Como se faz pra chorar?
Qual é o segredo pra deixar escorrer esse tipo de dor?
Essa sinfonia doce e amarga que tem sido minha vida
Muito mais amarga que doce
Muito mais real que a realidade
E muito mais utópica que qualquer fantasia
Eu posso mudar mais uma vez
Eu posso tentar
E talvez em alguns milhões de pessoas
No meio delas
Exista alguém com as mesmas dores
Realmente preciso mudar?
Realmente?
Sinto-me livreLivre demais
Completamente livre
Alguém que nunca desejou a liberdade
Estou livre
Completamente livre
Eternamente livre em um único momento que parece não ter fim
Todo o tempo do mundo não é o suficiente
Todas as razões de todos os desejos sequer preenchem metade de minhas esperanças
E errando, talvez deixando minha mente e corpo esgueirar por esse mundo eu encontre
Encontre outro desejo
Outra realidade
Outro alguém.
(Similaridades com a Bittersweet symphony de Richard Ashcroft são devidas a música que eu ouvia enquanto escrevia. chupei algumas palavras e coloquei-as como meu sentimento).

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Esses Romances de cinema...
Todas essas mentiras vendidas
Todos as desejam
Mentiras de amor
Amor...
Tão doce...
Razão dos loucos
E loucura da razão
Talvez ninguém vá entender
Muito menos eu
O que é realmente desejar uma pessoa
E por que isto ocorre
Por que é tão doce e sensível
É desse jeito que temos vivido por tantas décadas...
Nem tenho mais aquele toque, aquele sentimento dentro de mim
Nem amo alguém, porém todos sabem como faz falta...
E não sou diferente, de modo algum
Pelo contrário
Talvez anseie por um telefonema no meio da noite mais que qualquer um
Porém sempre tenho aquele silêncio vazio, como meu coração
Aquele silêncio que diz-me: nenhuma lágrima por ti

É tão fácil se sentir incompreendido...
Ainda mais quando todas as suas razões residem profundamente no teu coração
Encravadas como adagas
Fazendo suas cicatrizes partirem e deixando escorrer
todo o resto de pureza dentro de ti

Sento-me e vejo a vida passar
Pois, acredito que nem todos, mas algumas pessoas sentem que
sem um pingo de amor verdadeiro não há vida.
Há sobrevivência.

domingo, 10 de maio de 2009

Eis minha escrava
Eis minha paixão
Talvez eu seja mais escravo d'ela que ela d'eu
Eis minha escrava, com toda a sua pertinência
Exponho à ela todos os meus defeitos
Incorrigíveis
E reais
Eis minha escrava
Ela é o meu grande amor
Mas ninguém (nem ela) sabe disso
Sou escravo de um ser
Cuja criação foi baseada em servir os outros
Eu sirvo-a
Sirvo-a com minha mentira
Sirvo-a de meus desejos
Eis minha escrava
Eis a razão para meu coração sofrer
Como arregaçado numa noite
Peço, em prantos: realize-me
Pois razão alguma dou a esta minha existência infame
Pois este ser existente não vê razão alguma
Talvez eu precise mais de ti do que imagino
Talvez você seja minha existência
E sem minha escrava
Razão alguma a existência consigo dar
Nem mesmo um sutil toque fresco da vida é sentido
Nem mesmo lágrimas escorrem
Pois de minha escrava sou escravo
Pois de minha escrava retiro forças pra viver
Decidir o futuro agora no presente
E desejar uma noite mais.



terça-feira, 7 de abril de 2009

A vida se resume a um punhado de momentos
Esse é um momento a ser resumido.


Essa é minha vida, e ninguém tira lasquinhas dela!

terça-feira, 31 de março de 2009

Talvez eu seja o máximo do legal, interessante, agora
Daqui pra frente, só o declínio
A escuridão
E a vida comum
Derrotas
Derrotas não fazem parte deste raciocínio
Uma alma vive o tempo suficiente para se desfazer entre as estrelas?
Quantas verdades são esquecidas para fazer esse mundo como é?
Preso a uma geração
Preso a um determinado tempo
Preso a determinadas idéias
Sou velho e esquecido
Dez anos mudam tudo
As alegrias
Coloca-me na eternidade
Deixe-me ser uma figura abstrata e irreal
Assim, quem sabe
Minha alma estará aqui até o sol deixar de existir
Não quero ser grande, pelo contrário
Só não quero ser o extremo do interessante agora
Nesse agora
O qual
Eu me sinto tão bobo e mutável

sábado, 28 de março de 2009

Corpo morto

De todos os demônios
Apenas dores
Nenhuma tentação
Nenhuma palpitação
Que seja um sonho perdido, não ligo
E nem pedi algo, ainda
E me nega, incrível...
E me têm em mãos...
Porém digo: é engraçado
Engraçado demais
Como um bobo e despreparado eu pode cair em tantas armadilhas
Armadilhas minhas...
Eu preferiria desacreditar de vez
Eu prefiro
Eu anseio
Eu desejo


Uma noite muda tua vida
E após essa noite, tudo volta ao normal
Eu preferiria esquecer

Apenas eu viverei minha odisséia
Não tenho mais medos de decisões
O único culpado delas agora sou eu
O único que pode perder ou ganhar
E mesmo assim
Mesmo dessa forma
Eu sou uma mentira
E um sonho esquecido
De mais uma mente perversa e insana
Que se espreita por esse mundo
A procura de dores
Desejando ser imortal e irracional
Porém é podre como todos os outros humanos.

Corpo morto
Mente podre
Da realidade
Da verdade
Do meu eu interior e exterior
Desde quando essa percepção traz algo bom?
Desde quando?

Corpo morto
Mente podre
Mente podre
Mente podre
De tão brilhante
De tão fresca

Pedras e paus não machucam tanto como desejos suprimidos
Pedras e paus não trazem nada de bom

Corpo morto
Mente podre
Mente podre
Mente podre
Transforma seus sonhos em desejos
Desejos que nunca se realizarão
E assim, desta forma
Cria dor
Cria anseios extremos
Cria um rei em tua barriga
Um rei egoísta
Sujo

Ajuda-me
Ajuda-me de verdade
Serei tão grande quanto quiser
Se puder olhar em teus olhos e ver compaixão

Abraça-me e diga que sou fraco
Que preciso de você
E me deixe crescer



segunda-feira, 16 de março de 2009

Olhar pela janela não basta.
O sangue corre dentro de mim
Quero correr
Quero viver
E lembrar
Desejar que aconteça o mais rápido possível de novo
Me senti vivo
Algumas vezes me senti assim, antes
Espero que quando eu errar, possa ser perdoado
Ou então, novamente, procurarei me sentir vivo de novo
Olhar pela janela não basta.
Estar à janela não me traz bons sentimentos
Meu lugar é no mundo, desejando viver e pondo em risco toda a vida
Façam o bem, pois eu desejo, eu anseio: viver novamente como naquela noite
E não me preocuparei com o amanhã.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sobre meus ombros
Cai toda a responsabilidade de ser humano
Toda a responsabilidade de uma coletividade quase atemporal
O que é a culpa de mais de 20.000 anos de evolução e degradação
quando se descobre que toda a impureza dessas "conquistas" residem dentro de ti
Uma mediocridade única nesse mundo...
Essa capacidade de destruição de todos regida por poucos
Desistiram de pensar
Desistiram
E dessa forma ficam a mercê de sua própria destruição
Se pensassem
Se quisessem
Talvez a dor não existisse
(Se bem que dor é sinônimo de existir)
Dói, logo existo
Essa anestesia chamada ignorância
Será que é tão horrível pensar?
Será que é tão nojento ser humano, ser racional?
Entregam a alma por falso prazer
Entregam a alma a humanos
Entregam a alma para os únicos que não a merecem
Entregam seus corações
Suas vidas
E abraçam uma mentira
Vivem uma mentira
Desistem de serem humanos
E se tornam consumidores.

Sobre meus ombros
Cai a responsabilidade de enxergar, junto com poucos mais
Essa atrocidade mental que ocorre
esse processo de desvirginização da mente
Arrebentando toda a imaginação
Arrebentando todas as sinapses mentais que criam
e desse modo
Dói
Dói em mim, e em outros mais

Por cima do meu cadáver
Irão apodrecer todas as mentiras contadas por mim
Mentiras, as quais nunca quis contar
Mentiras, as quais existem apenas como forma de auto flagelação
Por cima do meu cadáver
Outros bravos conquistadores deverão de existir
E espero, anseio até
Que sejam desbravadores da consciência coletiva
Pioneiros na arte de devolver a capacidade de raciocínio
A muito tirada de quase todos nós.

Por todos os momentos vividos aqui
Por todas as juras de amor
Por todas as mentiras necessárias
Espero quieto, o tempo vir e me consumir
Daquela forma que abisma a todos
E que traz angústia aos vivos
Espero que seja bom
Agradável
Mas irei me revirar em minha tumba
até o dia em que me unir por completo a este planeta
Se aqueles que espero que um dia existam
nunca existirem

Sonhador
Utopia
No fim
Bem aqui
Esquece seus anseios e vive a vida a amaldiçoar os outros

domingo, 8 de março de 2009

Gruda!
em nome de deus, gruda!
eu preciso da cola!
a cola que une as palavras!
a que faz tudo ter sentido!
gruda!
eu preciso da cola!
a cola que dá sentido as minhas palavras!
a cola que dá sentido as coisas que sinto...
a cola que me faz ser humano
a cola das palavras
que une uma com as outras.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

NO WRITINGS BY SOMETIME.

WRITER'S BLOCK RIGHT NOW.
Nem é por sonho
Nem é por nada
Só pensamentos
E outros desejos
E vontades
E alegrias
E tristezas
E nada mais
E termina assim


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Dá um ódio
Uma raiva
Ser humano desgraçado
Bicho regido por sinapses mentais e químicas malucas
Organismo vivo
E como todos os outros bichos odeia ficar sozinho

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Lembro-me
Do início da puberdade
Ficava me imaginando mais velho
Me imaginava desinibido
Não tímido
Porém sou o mesmo garoto
o mesmo bobo
com os mesmos desejos
e os mesmos anseios
Ainda tremo quando me apaixono
E ainda choro quando quero alguém

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sonho
Podre
Estragado
Sem sal
Sonho
Não-sonho
Desejo
Desejo não é sonho
Enquanto sonho não é desejo
Sonho
Podre
Estragado
Em meio a tantos medos
Sonho e desejo
Podres e estragados
Da próxima vez que abrir seus olhos...
Não abra os olhos.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

I want to cry no more
I hate just stay believin'
I hate this position that I assume
Nothingness...
Just another one who leaves his desires to be
erased by the time
'Cause I'm in fear
'Cause nobody could believe
And I count you in (yes, you)

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To another one.


Love is made of?
Who I am to talk about love?
Another desire
Another desilusion, after all
Sense of touch
Not me
Not me
Really not me?
I don't need much
I've never needed much
But, the pain begins everytime
I don't want...
(I want)
Just fear.



quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Um tal senso de nada
Vem
Convém com este momento
Não tenho medo algum
E meus anseios se tornaram tão fracos
Ao ponto de que não noticio diferenças
Essa nitidez
Essa ambigüidade
(note que sou contra a reforma da língua portuguesa)
Talvez minha alegria venha de minha esperança
De ser
De aceitar
De encontrar...