Eu me estraguei
Me mandei à merda
Porém não desisti
Não resisti
E me entreguei
À carne
Aos desejos
Me estraguei
Sou um brinquedo estragado
Mais uma diversão da minha mente
Outro pedaço podre dessas relaçoes mundanas que ocorrem todos os dias
E os anos vêm
Levam embora toda a doçura e pureza que eu tinha
(Que nunca foi pureza, aliás, pois eu sempre fui sacana o suficiente pra compreender o que acontecia, mesmo em menor grau e escala)
Vem, bate à minha porta, diz que o mundo está aos meus pés e não sobre meus ombros
Vem, fica sobre meus ombros e me dá alguma coisa pra ser responsável de verdade
Mãe terra, lar da desonestidade e dos seres humanos
Diga pra mim que não é apenas um barulho criado pelos homens
Diz que tua alma foi poluída por nós
Diz que você não quer meu mal
Eu me estraguei
Me entreguei aos seres humanos
os quais almoçam como hienas sobre minha alma
Entreguei-me à carne
À carne pútrida que leva consigo uma alma mais nojenta ainda
E não tenho conquistas
Não sei por quais razões
Mas não as tenho
Talvez neguem conquistas aos impuros de coração
E os deixem a mercê de suas conseqüencias