sábado, 30 de agosto de 2008

Nunca fiz nada interessante
Nunca ganhei medalha
Nunca ganhei nada de algo, nem nada de nada
Desinteressante
Alguém mais por aí se sente assim, normal, afinal
Nunca fiz nada de interessante
Sempre fui normal
Nunca me dediquei a nada
Nunca me dediquei a procurar a felicidade
Mas a desgraçada vêm me assombrar
Nunca fiz nada de interessante
Isso machuca
Nem é por inveja, sabe?
Mas, sei lá, sempre fingem perfeição
Se dedicam
Eu não me dedico
Eu largo tudo pela metade
Deve ser por isso
Que sou bom em um monte de coisas
Mas não bom inteiro
Bom pela metade.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Quando se ama de verdade, se chora por isso, esperneia-se por isso, berra, grita e machuca os outros.
É egoísta, é tão de vocês dois do que de qualquer um.
mas, quando se ama, você se torna alguém melhor.
quando se ama de verdade...


Pra sempre, meu amor, pra sempre.
eternamente teu, em todo o coração, e em todo o desejo.

domingo, 10 de agosto de 2008

Chega
Não sou eu
Meu humor
Muda com a “tevelizão”
Minha dor some
E meu cérebro cozinha

Cabeça poluída
Gera vagina poluída

Um circulo vicioso
É composto por alguns viciados
Dividindo um baseado

Frescura pura
Eu sou a frescura pura
A derrota completa
O medo mais puro
A vida
Ó cacete
Ó putaria
Cansei

Algumas pessoas criam com criatividade
Outras, criam com o Cu
Ai ai ai ai ai ai ai!
O mundo é bão!
A alegria é tão simples...
E porque não somos felizes?
Porque complicamos
Ou porque...
Somos complicados?
É que quando se complica
É mais gostoso
Quando se complica
É tão real
Tão verdadeiro
Que a complicação
Chega a ser uma virtude
Do ser humano
Pedacinho de satisfação fútil
Que acaba em duas horas
E a titia ta toda arregaçada
Da noite passada
Enquanto uns vivem bem
Outros vivem se fodendo
Enquanto o titio acorda do lado da titia
E vai ao banheiro de chinelo e meias
O cidadão pacato
O eu
Ou eu
Ta desentupindo o cano
Por que me preocupar com o mundo ou com a guerra
Se todo dia estou em guerra comigo mesmo
Quem sabe, como todo homem
Eu também tenho medo de fracassar
Mundinho confinado a dor e a lágrimas
Todos morrem um dia
E não que seja por dor
Mas porque é nobre
Falar daqueles que morreram por nós
É do ser humano ter medo
E ninguém pensa
Se eles morreram por medo
De atirar
É por que nem todos odeiam
Os filhos dos outros
Ninguém pensa em quantos amores destruídos
Mas todos sabem
Que morrer pela pátria é nobre
E morrer pelos outros também
Mas não se lembram
Que nobre mesmo é morrer de amor
Sim, é anti-guerra...
Na hora da falta de coragem
Depois de melar a cueca
A gente ganha coragem
Da raiva do cheiro da merda fedida
=]
Grande bosta
Que coisa sem graça...
Eu nem ao menos sou eu mais
Até os meus pedaços
Nem eu mesmo sou eu
Virei uma coisa
Porque esse sorriso aqui
É de resina
E tão novinho, já caí aos pedaços
A gente fica a reflexionar
A gente fica a se enganar
E mente pra nós mesmos
Dizendo que não é verdade
Tenho defeitos
Um bocado de defeitos
E mesmo assim
Coitado é o homem
Que não sabe transmitir seus sentimentos
Consumo meus pensamentos
Faço todo o processo da vida
Consumo a terra, a água e o ar
Consumo meu coração
(ou pelo menos os sentimentos que habitam ele)
sentimentos
o que são realmente?
A sua alma gritando por amor
Ou, uma química cerebral?
Estou tão perdido dentro de mim
Que até esqueço do exterior
São apenas dores?
São apenas verdades?
Um impulso sônico parece ser muito mais eu do que eu mesmo
(só quero sentir)
Nem eu mesmo sei o que há dentro de mim
Mulheres existem pra roubar seu coração
Mulher é o fruto mais gostoso entre o pacto de Deus e o diabo
Mulheres e seus corpos
Mulheres e seus corações
Mulheres e seus sentimentos
Mulheres e suas vaginas
Cidadão do metrô
Quais são suas intenções?
Quais são seus segredos?
O que você quer da vida?
Cidadão do metrô...
Você é tão lindo
Você é tão jovem
Mas esse seu rosto de anjo...
O que ele esconde?
Me diz, por favor
Porque você se esconde entre as paredes de concreto?
Cidadão do metrô...
Pra onde você vai?
Ou só quer ir pra lugar nenhum?
Eu acho que a sua vontade é de se afogar
Entre as pernas de uma mulher
Por que entre as pernas de uma mulher
Você encontra compaixão
Aquela compaixão que você só espera quando morrer
O problema, caro cidadão do metrô
É que você só foge
Da morte também
Dona Maria vende pão todo dia de manhã
Dona Maria dorme durante a tarde
Dona Maria...
A minha dona Maria não existe
A minha dona Maria
É o espelho de tantos
A minha dona Maria
É a mãe de tantos
Que trabalham
Que acordam cedo
Que ganham 500 reais por mês
E sustentam sete pessoas
Dona maria cheira fumaça todo dia
E seu destino
É morrer atropelada
É legal pensar que seremos os donos do amanhã
Mas...
Nem todos serão
Geralmente
Somos escravos de um modo de vida
De uma realidade alternativa
Não somos nós
Somos produtos
Somos trabalho
E mercadoria
Nós somos o produto de nossa sociedade...
E os pilares...
São seus escravos
Porque quem sempre lucra
Nunca coloca a mão na bosta
Por fim
Ou por inicio
Um dia tudo vai cair
E afundar
Afinal somos uma sociedade
Um ser maior
Só precisamos que alguém
Dê um tiro na cabeça dela
não ligo pra tua vida
não ligo pra imagem falsa que passa dela
quanta perfeição exposta numa fotografia
o engraçado é que você tem nojo dela
o engraçado é que momentos bons você sempre guarda
prefiro a minha
pútrida e relapsa
humana e verdadeira
guardar momentos de prazer
sendo que tudo o que você vende com a sua imagem é a pureza egoísta dos seus sentimentos
você sempre escolhe demonstrar a perfeição do que gosta
porque não demonstra os erros?
coloca tudo em jogo pra ver se dura
e ter certeza de que é real?
sentimentos afloram aqui e ali
sentimentos humanos e puros
que sempre se transformam em sujeira
nunca irá aprender
a definir sua imagem a partir dos seus sentimentos
nunca irá aprender a deixar de ser falsa consigo mesma

Litânio contra o medo

Retirado do livro 'Duna', de Frank Herbert.

Litânio Contra O Medo.
"Eu Não Devo Ter Medo.
Medo é o Assassino da Mente.
Medo é a Morte Pequena Que Traz A Obliteração Total.
Enfrentarei Meu Medo.
Permitirei Que Passe Por e Através de Mim.
E Quando Ele Tiver Ido,Irei Olhar pra Dentro de Mim e Ver Seu caminho.
Por Onde o Medo Tiver Passado Não Haverá Nada.
Somente Eu Restarei".

Ajuda pra dedéu^^.
Aliás, lixo de poesia qualquer um faz.
sem comentários, por favor.

brgbthrth

"Essa capacidade de raciocínio
Essa contestação toda, do que serve?
Toda a fúria encontrada nesse coração
Todos os desejos selvagens
O que você procura?
Defina-se, ainda é tempo
Todas as suas bases
Pra quê?
Em um momento lúcido, apenas um, todos os seus desejos morrem
Deixam de existir
Se tornam esperanças mortas que ficam a habitar teu coração
E mesmo assim, ainda continua pedindo um pouco de piedade em todo o seu egoísmo
Humano como um todo, e a sua única maravilha é a capacidade de aprender."

wggtnrymnbg

não sou legal
não adianta forçar
não sou legal, sou apenas bobo
tenho meia dúzia de sentimentos
tenho sonhos e vontades
sempre anseio por algo a mais
irreal
pareço irreal
o que os outros vêem em mim não é verdade
não sou legal
não adianta forçar
não tenho graça
não tenho nem mesmo coragem
e esse eu dos outros
o que gostam nele?
sou somente outro fodido da vida
não tenho graça
aliás, não tenho nada
e porque será que enxergam algo em mim?
esse eu dos outros
o que procuram nele?
não tenho graça
aliás, não tenho inteligência
escondo-me de várias verdades
entro em conflito comigo mesmo
busco ser sempre superior a mim mesmo
não tenho graça
só tenho uma dor no coração
aliás, não tenho interesse
aliás... isso dói demais





começou.
sem mais.

Sem graça, aliás.