quinta-feira, 19 de setembro de 2013



Maravilha de argumentos
Todos falsos
Todos bobos
E continua vivendo entorpecido
Vivendo apenas por viver
Sem razão
Fingindo que tem vontade
Ou pelo menos nem procura da onde a tal vontade vem
Vontade de comprar
De comer
De transar
De pegar a garota que se deseja pela cintura e sentir o coração bater mais rápido.

Ah, como poderia ser tudo tão diferente!
Se todos trabalhassem por si mesmos
Pensassem em si e depois no coletivo.

Mas não tem coletivo
Ou tem?

Aquele coletivo de usuários de drogas pesadas
Ou mesmo aquele coletivo que vicia-se em qualquer porcaria
Até mesmo nos amigos (que muitas vezes acabam sendo maus amigos).

Dependência ridícula que o ser humano tem de tudo e todos.
Bicho parasita
Consome e destrói
Começa e desiste.
Down on summertime
Streets filled up
People trying to get home
Just one life, one chance
How much time have you spent dreaming, suffering, trying to fit yourself on a nightmare that isn't yours?

If I could wake up one day and get the proof from heaven or hell that I am doing it all alright
Or even that I have to change

I would, I really would begin it all again.

Nobody is ideal to another one
We're made of others crushed dreams

Falling from sky
This rain, could wash all our sins away
And bring us peace
Make the world turn a little slowly
Turn us all into beings made of love
Or even bring obliteration to all mankind
And so, maybe we all could find peace.

terça-feira, 10 de setembro de 2013


Ninguém começa
Ninguém quer
Todos desejam.

Calçadas
Cheias de pessoas que trabalham
Que a beleza é importante
O fim não existe
Ninguém se importa, ninguém quer
Ninguém sente, apenas vive, existe, respira
Come e caga
Bebe e dorme
Vive e morre
Morre mais do que vive
deixa de existir aos poucos
Se transforma 
Enlouquece
Viaja
Surpreende-se
Inabita
Desaloja
Mata
Comete crimes
Adora
Ama
Finge que ama
Engravida
Tem Câncer
Tem Doenças
Comem coisas estragadas
E fica mais confuso
E mais complexo
Coisas que nossos olhos não enxergam existem
Vivem
Morrem
Parece conosco durante a maior parte do tempo.

Corpo físico
Corpo real
Doença da carne
Putrefação
Eu nunca vou morrer
Eu não consigo aceitar isso
Não aceito, não concebo
Não existe um mundo onde eu não viva
Minha cabeça é idiota demais pra me colocar em terceiro plano
Junto com vocês
Outras pessoas
Tenho de ser o espectador
tenho que ver, sentir como um só
uníssono
Um
Sozinho.
E todas as coisas se vão sozinhas.
Você
E eu também.


Tantos segredos
Nenhuma mentira
Nada a esconder
Apenas segredos
Nenhuma mentira
Apenas a face
Nenhuma mentira
Apenas o superficial
Nenhuma mentira
Apenas o real
Nenhuma mentira
Apenas o eu
Nenhuma mentira
Apenas existir
Nenhuma mentira
Apenas viver
Nenhuma mentira
Apenas segredos
Nenhuma mentira
Apenas outra lágrima
Nenhuma mentira
Apenas o supérfluo
Nenhuma mentira
Apenas o cinza
Nenhuma mentira
Apenas o tempo passando
Nenhuma mentira
Apenas a sensação de nada
Nenhuma mentira
Nenhuma mentira
Nenhuma mentira
Todas as mentiras possíveis que você já ouviu.

Nada
E acaba aqui.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013



Saudade da minha família
Não fazem quatro horas que me despedi deles.

É apenas dar amor, dar um ombro e atiçar a curiosidade.
É tão normal pra mim, tão simples
Tão real.


Não vejo dificuldades
Não vejo nem mesmo o por que me preocupar
É simplesmente a razão da tua vida, o motivo para acordar cedo
A alegria e a preocupação de todos os momentos.

Então por que é simplesmente normal?
Não é incômodo, simplesmente está lá
De bracinhos abertos, com os maiores olhinhos possíveis
Tentando entender por que você não fica perto sempre.

Foi a minha escolha
E eu escolhi o amor.






Todos podemos ensinar algo, mesmo numa posição menos considerável.