sábado, 29 de novembro de 2008

Não preciso da sua desconfiança
Não preciso, mesmo
Já basta eu mesmo não acreditar o suficiente em mim mesmo
Nojeira
Tenho nojo
Se não acredita na sua prole, porque a tem?
Mate-a
Se não acredita no seu próprio sangue, por que deixa viver?
Falta de coragem
Como eu sinto nojo!
Quero sumir, simplesmente
Suas decisões sempre foram erradas
Sem coragem
Como eu sinto nojo
Como eu sinto nojo por pertencer a seu circo dos horrores
Me deixe em paz, não agüento mais ficar perto de vocês!
Eu tenho nojo
Muito nojo
Povo preguiçoso!
Que nojo...
Decisões falsas
Decisões falsas...
DECISÕES FALSAS!
Nunca pode agir pelo coração
Como eu tenho nojo de vocês todos
Me deserde
Pois da sua ignorância eu não quero nada!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Desejos não significam nada
Não significam nada
Significam nada
Nada
Porém
O nada significa desejo
Desejo de nada
Desejo de nada
Nada
Nada e nunca
Nunca nada
Nunca e nada
Se desejam
Se completam
E criam desejos
Desejos de nada
Desejos de um nunca
Que ainda está por vir

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Choro
Alegria
Aparecem
Vão embora
E o que sobra
É o desejo
E o que sobra
É bobagem

Ninguém opina
Ninguém reclama
Ninguém nem olha
Quê diabos acontece?
Quê querem, afinal?
Eu me estraguei
Me mandei à merda
Porém não desisti
Não resisti
E me entreguei
À carne
Aos desejos
Me estraguei
Sou um brinquedo estragado
Mais uma diversão da minha mente
Outro pedaço podre dessas relaçoes mundanas que ocorrem todos os dias
E os anos vêm
Levam embora toda a doçura e pureza que eu tinha
(Que nunca foi pureza, aliás, pois eu sempre fui sacana o suficiente pra compreender o que acontecia, mesmo em menor grau e escala)
Vem, bate à minha porta, diz que o mundo está aos meus pés e não sobre meus ombros
Vem, fica sobre meus ombros e me dá alguma coisa pra ser responsável de verdade
Mãe terra, lar da desonestidade e dos seres humanos
Diga pra mim que não é apenas um barulho criado pelos homens
Diz que tua alma foi poluída por nós
Diz que você não quer meu mal
Eu me estraguei
Me entreguei aos seres humanos
os quais almoçam como hienas sobre minha alma
Entreguei-me à carne
À carne pútrida que leva consigo uma alma mais nojenta ainda
E não tenho conquistas
Não sei por quais razões
Mas não as tenho
Talvez neguem conquistas aos impuros de coração
E os deixem a mercê de suas conseqüencias

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sou meus vícios
Meus anseios
Meus medos
Minhas nojentisses
E agora entendo
Sempre compreendi
Apenas menti para mim mesmo
Tentei esquecer
Só uma vez
E talvez por isso
Tenho sofrido tanto
Sou meus vícios
Meus anseios
Meus medos
Minhas nojentisses
Quem dera se eu pudesse mudar um pouco
Nunca quis ser outra pessoa
E nunca vou querer ser
Só gostaria de ser mais... interessante.

domingo, 16 de novembro de 2008

City Lights

Eu nasci pra cidade
Eu nasci pras luzes
Eu amo as luzes
Eu sempre as provo
Adoro seu gosto
Eu nasci pra cidade
Eu nasci pra rodar por ela durante a noite
Adoro imaginar quantas almas existem nela
Sou mais um monstro que se esconde no concreto
Atrás dos túneis, atrás das verdades e das mentiras que essas paredes escondem
Adoro saber que não estou sozinho
Adoro andar por aí, livremente e ver as luzes
Me limpa, me torna humano
Sou um monstro seis dias por semana
E durante a noite do último dia me transformo em humano
Adoro ver as luzes
Adoro o gosto delas
Mas adoro mesmo é saber que não estou sozinho
Adoro saber que sou humano
Adoro ter meu coração preenchido.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sonhos
Planos
Vão embora, somem
E o que sobra é você
Sempre você, somente você
Sozinho, e estranhamente com forças
pra continuar em frente
E você deseja novamente
E sonha novamente
E mesmo que seja só você...
Enfim e sempre com vários poréns
Você sempre volta a ter sonhos, mesmo tendo medo.