domingo, 7 de junho de 2009

Uma criança não escolhe seus pais
Uma pessoa não escolhe por quem se apaixona
Ninguém escolhe seus próprios defeitos
Mesmo que alguns teimem em não mudá-los
Essas virtudes tão falsas
Esses sonhos baratos
Que se espreitam pelos desejos alheios
Vivem pelo concreto, vivem chorando mágoas passadas
Embora erros são prováveis
Algumas escolhas tendem a serem certas

Medo
Apenas algumas palavras, porém medo
Medo
Apenas um murmúrio
Porém medo

Talvez seus sonhos sejam maiores do que eu
Talvez sejam maiores que suas próprias pernas
Outro alguém não teria coragem
Outro alguém não teria nada

Todas as luzes da cidade refletem essa agonia coletiva nossa
Refletem dores e emoções
Igual àquele cheio de trapos e mal vestido que vemos aos montes
Igual a ele todos somos
Apenas alguns não são lá tão privilegiados

Algumas palavras me acalmariam
Porém ninguém diz-me elas
Vejo tudo se transformando em problemas
Porém ninguém foge, ninguém enfrenta desde já


Nenhum comentário: