quinta-feira, 21 de outubro de 2021

 

Como você pode apontar o dedo?

Tua falta de empatia é extrema

Isso condiz com a falta de humanidade 

Antigamente tinha medo do que não conhecia

Hoje ri do próximo 

Eu não sou Deus pra perdoar

Eu desejo 

Desejo teu mal

Deveria ter aprendido a não ser um psicopata ainda na primeira infância

Desgraça alheia não lhe fere os olhos, não lhe fere a alma

Desejos

Me diga os teus

Eu imagino o tamanho do egoísmo

A falta de sinapses nos lobos frontais

Você não tirou Jesus da cruz

Você desmembrou o corpo dele

E tomou banho com o sangue 

E o chama de melhor amigo.

Clama por sua volta

Importa-se só com tua vida e teu mundo pequeno com horizontes definidos

Eu

Eu nunca vou ser o que não posso

O que não consigo

Eu sou o mesmo de sempre

Eu já desisti

Eu já perdi o jogo

Pise em mim, por favor

Eu não me importo

Mas peça por favor antes

Pois sou volátil

Sou mais fraco que qualquer um 

Mas eu sou mais resiliente 

Eu sou desnecessário

Enquanto você é egoísta.

Eu realmente nunca vou ser o que não posso.

Eu sou o resto

A sobra

O desastre

O medo de si mesmo

O flerte com o ódio e o amor ao mesmo tempo

Trago os três pra mim mesmo

E choro

 Lágrimas de uma dor que você nunca vai entender

Seguidas da maior alegria de poder ver o sol outra vez.

 Do que você tem medo?

Do que você tem medo eu tenho compaixão

Pois eu sou o relaxo

O desastre pronto pra acontecer.

Eu não serei quem não posso ser

Eu já desisti

Tudo que preciso é existir no meu mundo pequeno e redondo

 Faça suas escolhas

Eu não serei quem não posso ser

Eu não serei quem não posso ser

Eu não serei quem não posso ser

EU NÃO SEREI QUEM NÃO POSSO SER

EU NÃO SEREI QUEM NÃO POSSO SER

EU NÃO SEREI QUEM NÃO POSSO SER

Eu não posso ser

Eu não posso ser

Eu não posso ser 

Eu não posso ser

Eu não posso ser

Eu não posso ser

Mais do que eu já sou

Melhor do que já sou

Eu serei se eu mudar

Mas ainda serei eu mesmo

Eu mesmo

Eu mesmo

O mesmo

O mesmo

Mesmo

Mesmo mudando

O mesmo

Desespero

Tanta dor guardada, tantas decisões que eu deveria ter tomado

Olhar pra trás e sinceramente 

Não me arrependo

Mas

Por que sou tão estúpido?
Vejo pelas janelas, o mundo

E ele continuará aqui depois de mim

Não quero me arrepender 

a amargura que o arrependimento trás é a morte da Vontade

E que no dia que eu morrer, que eu morra sem me arrepender

 Pois eu voo baixo pra não cair e me machucar

Então por favor, faça dos teus sonhos realidade

Abuse de mim

Mas não faça com que eu me arrependa de nada

No final, na última vez que colocar a cabeça num travesseiro

Quero apenas pensar: caralho, finalmente essa porra acaba.

 

 

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