Como você pode apontar o dedo?
Tua falta de empatia é extrema
Isso condiz com a falta de humanidade
Antigamente tinha medo do que não conhecia
Hoje ri do próximo
Eu não sou Deus pra perdoar
Eu desejo
Desejo teu mal
Deveria ter aprendido a não ser um psicopata ainda na primeira infância
Desgraça alheia não lhe fere os olhos, não lhe fere a alma
Desejos
Me diga os teus
Eu imagino o tamanho do egoísmo
A falta de sinapses nos lobos frontais
Você não tirou Jesus da cruz
Você desmembrou o corpo dele
E tomou banho com o sangue
E o chama de melhor amigo.
Clama por sua volta
Importa-se só com tua vida e teu mundo pequeno com horizontes definidos
Eu
Eu nunca vou ser o que não posso
O que não consigo
Eu sou o mesmo de sempre
Eu já desisti
Eu já perdi o jogo
Pise em mim, por favor
Eu não me importo
Mas peça por favor antes
Pois sou volátil
Sou mais fraco que qualquer um
Mas eu sou mais resiliente
Eu sou desnecessário
Enquanto você é egoísta.
Eu realmente nunca vou ser o que não posso.
Eu sou o resto
A sobra
O desastre
O medo de si mesmo
O flerte com o ódio e o amor ao mesmo tempo
Trago os três pra mim mesmo
E choro
Lágrimas de uma dor que você nunca vai entender
Seguidas da maior alegria de poder ver o sol outra vez.
Do que você tem medo?
Do que você tem medo eu tenho compaixão
Pois eu sou o relaxo
O desastre pronto pra acontecer.
Eu não serei quem não posso ser
Eu já desisti
Tudo que preciso é existir no meu mundo pequeno e redondo
Faça suas escolhas
Eu não serei quem não posso ser
Eu não serei quem não posso ser
Eu não serei quem não posso ser
EU NÃO SEREI QUEM NÃO POSSO SER
EU NÃO SEREI QUEM NÃO POSSO SER
EU NÃO SEREI QUEM NÃO POSSO SER
Eu não posso ser
Eu não posso ser
Eu não posso ser
Eu não posso ser
Eu não posso ser
Eu não posso ser
Mais do que eu já sou
Melhor do que já sou
Eu serei se eu mudar
Mas ainda serei eu mesmo
Eu mesmo
Eu mesmo
O mesmo
O mesmo
Mesmo
Mesmo mudando
O mesmo
Desespero
Tanta dor guardada, tantas decisões que eu deveria ter tomado
Olhar pra trás e sinceramente
Não me arrependo
Mas
Por que sou tão estúpido?
Vejo pelas janelas, o mundo
E ele continuará aqui depois de mim
Não quero me arrepender
a amargura que o arrependimento trás é a morte da Vontade
E que no dia que eu morrer, que eu morra sem me arrepender
Pois eu voo baixo pra não cair e me machucar
Então por favor, faça dos teus sonhos realidade
Abuse de mim
Mas não faça com que eu me arrependa de nada
No final, na última vez que colocar a cabeça num travesseiro
Quero apenas pensar: caralho, finalmente essa porra acaba.
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