Dois olhos,
Duas orelhas, dois braços, uma boca e um nariz
Um Cérebro.
E uma capacidade de falar merda
Parece impossível
Mas é verdade
E o pior é que tem gente que aplaude
E nem é comediante.
Aprendi eu, tardiamente que as pessoas têm vontade própria
Própria mesmo não sei, talvez implantada, talvez dita
Mas comportam-se como se fossem a verdade deles
Poderia dizer: não se importam, mas na verdade sofrem o mesmo tanto que qualquer um
E então: qual a razão?
A razão na verdade é manter a roda girando sem alterar sua composição
Sem alterar tamanho, nada.
Somos apenas uma outra peça, um pequeno detalhe de um universo de possibilidades
E mesmo assim você insiste que é a mudança, que é o novo, sendo que o novo já feio e foi embora
Nem o novíssimo, este também já "demonostrou" ser a mesma coisa
E você acredita nisso tudo.
Ou pelo menos se faz de idiota e segue cegamente.
Talvez teu novo venha quando aprender a ao menos tentar entender não o que te atrai
Mas por que determinadas coisas atraem-te.
Jogar a culpa nos outros é tão demodê
Fazemos da moda agora entender por que admiramos idiotas inúteis e outros com fala mansa
Que seja comum entender o existe dentro de nós para que não haja vergonha, ao menos, no final.
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