Não, não há.
P'raqueles que não se deixam levar
Só resta enxergar.
A morte, a morte vem, vem e vai
Por que não é a nossa
É a de outro alguém
Alguém que não era a hora de morrer
E foi
Foi embora
Por que não é minha, nem tua, mas deveria ser nossa.
Que mal que alguém há de fazer pra morrer por todos os males que fez?
E aquele que mal nenhum fez, ou se fez, que cabe a Deus ou o diabo julgar?
Mas não, julgamento não há
Um animal carnívoro caçando age com o melhor dos proópositos
Escolhe a preza
E se sacia.
E o homem, que ânsia desgraçada é essa?
Que julgamento é esse?
Nem viés teve, simplesmente ocorre.
E aquele que mal nenhum fez, além de usufruir do direito de ir e vir?
Nem a Deus ou ao diabo coube julgar
Simplesmente deixa de existir e vive na memória
Memória da dor, da família corrompida
Por um estado criminoso
Que pouco se fode
Caos
Onde a carne humana é mais barata que carne de gado.
À Evaldo e Macedo.
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