terça-feira, 27 de julho de 2010

É o nada
Nada do dia a dia
Quietude
Dia a dia
E os medos
Refúgios da mente
Se abrigam novamente
Dentro dos segredos do coração

Somente um
Talvez dois
Apenas por puro desejo
Ou por medo, quem sabe
Há de ter esperanças incompreendidas

É incrível
Ou é crível de verdade
Como o velho jogo ainda funciona
Meio desajeitado, confesso
Mas é o mesmo desde tempos imemoreáveis
Até nossos pais já brincaram
Ou não, deviam estar apenas trabalhando
E as razõezinhas que tua pessoa procura escondem-se dentro do teu ego

Se fosse eternamente jovem
A mente também o seria?

Odeio perceber os tons cinzas da maturidade chegando
Deixa-me voltar aos sonhos juvenis, deixa?

Tempos bons que jazem nas memórias do eu...
Preciso criar novos tempos bons
Mas acho que perdi a receita.

Aquele amorzinho dolorido, juvenil
Errei, certeza
Mas erraria tudo de novo

Não, não é questão de nostalgia
É ficar face a face consigo mesmo
E perceber
Que desejo algum lhe traz prazer


Nenhum comentário: